Correr depois dos 50: o que eu diria pra quem tem medo de começar

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Assessoria, técnica e os 15km que eu não imaginava correr

Em 2008 eu recebi o diagnóstico de Fibromialgia. Por muitos anos, foi a dor que ditou meu ritmo — o que eu podia ou não fazer, até onde eu podia ir. Fiquei tanto tempo nesse lugar que virou normal.

Em maio de 2025, decidi virar o jogo. Não foi um estalo de coragem repentina — foi cansaço de deixar a dor escolher por mim. Fiz minha primeira inscrição como atleta PCD numa corrida nacional, sem nenhuma expectativa além de terminar. O resultado foi 2º lugar na minha categoria e faixa etária, na minha primeira prova.

Se você tem 50, 54, 60 anos e está pensando em começar a se mexer, mas o medo pesa mais que a vontade, eu só tenho uma coisa pra te dizer: a vida começa — e se renova — aos 50. Meu corpo não ficou perfeito nem parou de doer. Mas ele aprendeu que dor e movimento podem conviver, e que eu sou mais forte do que o diagnóstico que carrego.

Meu objetivo vai muito além da linha de chegada. Corro para inspirar outras mulheres a entenderem que a atividade física pode ser uma aliada poderosa na superação da dor e dos desafios diários. Se essa história te tocou de alguma forma, comenta aqui — quero saber o que está te segurando, e talvez a gente descubra juntas o primeiro passo.